Festival Brasileiro da Cerveja reuniu mais de 35 mil pessoas em Blumenau - Foto: Gleison Barreto Salin/Cerveja & Gastronomia
Dicas Mercado

O que rolou no Festival Brasileiro da Cerveja de 2019?

De 13 a 16 de março, a cidade de Blumenau recebeu mais de 35 mil apaixonados por cerveja. Eu estive por lá e fiz algumas postagens e stories no nosso perfil do Instagram, em uma cobertura especial. Aqui no site, preparei um resumão do que foi destaque na edição deste ano.

Festival Brasileiro da Cerveja reuniu mais de 35 mil pessoas em Blumenau - Foto: Gleison Barreto Salin/Cerveja & Gastronomia
Festival Brasileiro da Cerveja reuniu mais de 35 mil pessoas em Blumenau – Foto: Gleison Barreto Salin/Cerveja & Gastronomia

A começar pela diminuição do número de cervejarias e expositores. Havia mais espaço para circulação neste ano e isso, para mim, foi um ponto positivo para quem curte um bom festival, com espaço e estrutura. Porém havia poucas cervejarias de outros estados que não fossem do sul. Minas Gerais, por exemplo, estava lá com 3 cervejarias. Para um evento que se intitula “Festival Brasileiro” acho que faltou mais diversidade e é um ponto de atenção para os próximos anos.

Mas nem por isso o Festival deixou de ter seu brilho. Conheci cervejarias apaixonantes, com um trabalho muito bem feito. A Cozalinda, por exemplo, só com cervejas do estilo Sour, estava muito bem. Tomei por lá uma cerveja feita com lavanda que estava um espetáculo.

Outra cervejaria que não conhecia é a Antídoto. Lá além de provar uma Sour com camomila e pitanga, que estava bem fresca, ainda pude experimentar uma cerveja que levava palo santo entre os ingredientes (um tipo de madeira usada para incenso, muito aromática, com sabor que lembra cana-de-açúcar), e uma Imperial Stout com pimenta, servida harmoniosamente com um brigadeiro feito com a própria cerveja (tem uma receita nossa aqui!)

Imperial Stout da Cervejaria Antídoto tinha pimenta como ingrediente e harmonizava com um brigadeiro feito com a cerveja - Foto: Gleison Barreto Salin/Cerveja & Gastronomia
Imperial Stout da Cervejaria Antídoto tinha pimenta como ingrediente e harmonizava com um brigadeiro feito com a cerveja – Foto: Gleison Barreto Salin/Cerveja & Gastronomia

A Alles Blau trouxe o Hopinator, uma carga extra de frutas frescas na cerveja, antes de servir, o que deixava a bebida bem refrescante. Na Cervejaria Blumenau, o destaque era um licor maravilhoso e mais uma leva de Catharina Sour, todas com frutas exóticas e bem diferentes como jaca e seriguela.

Por falar em bebidas exóticas, a Liffey Beer trouxe boas experiências com um dos menores preços do festival: R$ 5,00 pela dose de 100ml. Eles tinham cerveja Sour com zimbro (Gin Sour) e uma outra com goiaba, alecrim e hortelã (O Cubo). Todas excepcionais e memoráveis.

Muita criatividade nos ingredientes e nas combinações da Liffey - Foto: Gleison Barreto Salin/Cerveja & Gastronomia
Muita criatividade nos ingredientes e nas combinações da Liffey – Foto: Gleison Barreto Salin/Cerveja & Gastronomia

Entre as mineiras, a Verace homenageou a querida Valéria com a cerveja “Onde Está Valéria?”, uma Sour com Brettanomyces, além de ter trazido um estilo antigo, o Kuyt. A Backer, além de ganhar o título de cervejaria do ano, tinha o stand mais bonito do Festival. Além das cervejas premiadas, eles estavam vendendo drinks com o Gin da marca que é muito bom.

Cervejaria Backer tinha o stand mais bonito do festival. Teve até fila para fotografar por lá - Foto: Gleison Barreto Salin/Cerveja & Gastronomia
Cervejaria Backer tinha o stand mais bonito do festival. Teve até fila para fotografar por lá – Foto: Gleison Barreto Salin/Cerveja & Gastronomia

Vale destacar ainda a boa iniciativa da Eisenbahn. Eles transformaram o ato de beber água em uma atividade lúdica e de graça. Ou seja, além de não pagar pela água, você ainda ganhava prêmios como meias e ingressos para a Oktober Fest. Um ótimo incentivo para o consumo responsável, da cerveja e da água.

Entre os estilos, eram mais de 100 diferentes, mas o que eu percebi como tendência das cervejarias é a Catharina Sour e a Brut Ipa. Não é nenhuma novidade, mas todas bem produzidas. Provei muita cerveja destes dois estilos e posso dizer que estavam mesmo surpreendentes, fora da mesmice que às vezes aparece no mercado quando há uma tendência de estilos. Praticamente em todos os stands havia boas cervejas dos dois estilos, às vezes até mais de um rótulo do mesmo estilo.

Para 2020 as datas já estão definidas: de 11 a 14 de março. Vamos?

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