Hotel Artemis e a cerveja campeã da Cervejaria Antuérpia estão nos destaques da coluna de cinema do blog Cerveja e Gastronomia - Foto: Montagem com Matt Kennedy/Diamond Films e Divulgação/Mondial de La Bière
Cinema no Cerveja e Gastronomia

Cinema: Hotel Artemis

Ela está de volta em um filme de muita ação. Jodie Foster é a estrela do filme Hotel Artemis, que entra em cartaz a partir de 13 de setembro. O longa, distribuído pela Diamond Films, marca a estreia de Drew Pearce na direção. Ele também assina o roteiro. Esse é o filme de destaque de hoje da nossa coluna de cinema do blog Cerveja e Gastronomia.

Jodie Foster volta aos cinemas como a protagonista de Hotel Artemis, lançamento do dia 13 de setembro – Foto: Matt Kennedy/Divulgação Diamond Films
Jodie Foster volta aos cinemas como a protagonista de Hotel Artemis, lançamento do dia 13 de setembro – Foto: Matt Kennedy/Divulgação Diamond Films

Hotel Artemis é um filme de ação futurista: a história se desenrola na Los Angeles de 2028, onde há uma crise pela água. É o maior protesto já registrado na história da cidade. Neste contexto de caos, um bandido, que tem o irmão atingido por balas numa troca de tiros com a polícia, leva-o para um hotel diferente, um hospital onde criminosos são tratados com a mais alta tecnologia e com toda a segurança necessária para o mundo do crime.

Quem comanda este lugar há 22 anos é a personagem interpretada pela atriz Jodie Foster. Ela é a Enfermeira, e comanda o Hotel desde que passou por problemas pessoais (história que também faz parte do enredo do filme)

Em Hotel Artemis, Jodie Foster interpreta o papel da enfermeira, pessoa responsável pela saúde de bandidos em um hotel/hospital para criminosos – Foto: Matt Kennedy/Divulgação Diamond Films
Em Hotel Artemis, Jodie Foster interpreta o papel da enfermeira, pessoa responsável pela saúde de bandidos em um hotel/hospital para criminosos – Foto: Matt Kennedy/Divulgação Diamond Films

O Hotel em si traz um olhar nostálgico e noir, ao mesmo tempo que a tecnologia faz parte intensamente do prédio e do filme. É um contraste bem legal que se repete na fotografia, nos figurinos e na iluminação. As roupas  clássicas, por exemplo, são revestidas de kevlar, um tipo de polímero que é mais forte que o aço, só que muito mais leve, oferecendo proteção contra balas. Outras situações que contrastam: o prédio tem problemas de energia, como se sofresse de cabeamento velho, mas impressoras 3D conseguem imprimir órgãos humanos em poucos minutos. É uma visão do futuro muito baseada no presente. Isso ajuda a tornar o filme de ficção em algo mais real, mais próximo do dia a dia das pessoas.

Contradições que também fazem parte da personagem da Enfermeira. Ao mesmo tempo em que ela é uma mulher forte, tem pavor de sair do hotel., por exemplo. O medo é causado pelo passado dela. É como se ela fosse uma prisioneira da própria história.

Além de Jodie Foster, o elenco é bem diverso e cada um desempenha bem o seu papel. O legal do roteiro é que, apesar de inicialmente parecerem várias histórias desconexas, tudo vai sendo interligado, permitindo que a gente conheça bem cada história e entenda os motivos que levaram até aquele momento.

É um bom filme para quem gosta de surpresas, de um pouco de mistério, e de cenas inteligentes de ação. A pancadaria não é tão gratuita como em muitos filmes do gênero e isso se reflete no ritmo do filme.

Veja o trailer e garanta seu ingresso para ver esse filme no cinema! Eu já vi na sessão para a imprensa e recomendo.

O que beber?

Nikita Cherry Hickey, da cervejaria mineira Antuérpia, foi a grande vencedora do concurso promovido pelo Mondial de La Bière em 2018 - Foto: Divulgação/Mondial de La Bière
Nikita Cherry Hickey, da cervejaria mineira Antuérpia, foi a grande vencedora do concurso promovido pelo Mondial de La Bière em 2018 – Foto: Divulgação/Mondial de La Bière

Nesta semana está acontecendo no Rio de Janeiro a 6ª edição do Mondial de La Bière. Eu adoro um bom festival como esse e até já escrevi aqui no site dando 7 dicas de como aproveitar mais os festivais de cerveja. Além dos stands das cervejarias, o festival organiza também um concurso de degustação profissional de cerveja, o Mbeer Contest.

A diferença deste para outros concursos é que todas as cervejas são avaliadas em conjunto, sem categorias pré-definidas ou estilos. A degustação é feita às cegas, fazendo com que o jurado identifique o estilo e julgue de acordo com o que foi percebido.

Neste ano foram inscritos 376 rótulos. 13 receberam a medalha de ouro e 1 cerveja ganhou a medalha de platina, a maior premiação do concurso. A lista completa está aqui.

A cerveja campeã é a Nikita Cherry Hickey, da Cervejaria Antuérpia. A cervejaria de Matias Barbosa, em Minas Gerais, venceu o concurso com uma Russian Imperial Stout (RIS) que tem adição de lactose na fabricação.

A RIS é uma cerveja escura, de sabor intenso e nível elevado de álcool (entre 9 e 12%). Por ser da família da Stout, tem sabor que lembra o café. Este estilo foi muito consumido pelas cortes russas, nos anos de 1700, daí o nome “Russian” adicionado ao Imperial Stout, tradicional estilo britânico. Conta a história que, por causa do embargo comercial francês, essa cerveja era fabricada na Inglaterra e exportada para a corte de Catarina II, na Rússia.

Por causa do álcool bem pronunciado é uma cerveja muito consumida no inverno. A RIS harmoniza muito bem com sobremesas feitas com chocolate (como Petit Gateau) e até com o nosso brasileiríssimo brigadeiro! Fica muito bem também com sorvete de creme ou baunilha (por causa do amargor da cerveja e do malte tostado).

Não fui neste ano para o Mondial, por isso não tomei ainda essa cerveja da Antuérpia. Porém, posso dizer que a adição de lactose pode ter trazido um sabor menos acentuado dos maltes tostados, suavizando os amargos, sem deixar de manter o equilíbrio característico da Stout britânica. Normalmente em cervejas com lactose há ainda uma leve acidez, que deixa a bebida com maior facilidade para beber (drinkability).

Nikita Cherry Hickey é uma Russian Imperial Stout produzida com lactose - Foto: Divulgação/Cervejaria Antuérpia
Nikita Cherry Hickey é uma Russian Imperial Stout produzida com lactose – Foto: Divulgação/Cervejaria Antuérpia

Toda sexta-feira você vai encontrar, aqui, nesta coluna, uma indicação de filme e de um rótulo de cerveja. Mas quais os critérios para a escolha dos filmes e das cervejas? Veja aqui como é feita a nossa coluna semanal. Você também pode ler as colunas anteriores.

E o que você achou deste filme e da cerveja? Escreva aqui nos comentários e compartilhe sua opinião com a gente!

Responda

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *