Vidas à Deriva e Cerveja Kashmir são as dicas da coluna Cinema e Cerveja desta semana - Foto: Montagem com imagens de divulgação STXfilms e Cervejaria Küd
Cinema no Cerveja e Gastronomia

Cinema no Cerveja e Gastronomia: Vidas à Deriva

Um casal de atores jovens, bonitos e competentes. Uma história incrível, baseada em fatos reais. Uma fotografia que aproveita o melhor das belas imagens do mar (tem cada por do sol no filme…!). Vidas à Deriva, que estreia nos cinemas a partir do dia 9 de agosto, é um desses filmes! Distribuído no Brasil pela Diamond Films, Vidas à Deriva é a dica de hoje da coluna Cinema no Cerveja e Gastronomia!

Shailene Woodley e Sam Claflin estão no filme Vidas à Deriva – Foto: STXfilms/Divulgação
Shailene Woodley e Sam Claflin estão no filme Vidas à Deriva – Foto: STXfilms/Divulgação

Vidas à Deriva conta a história – corajosa – de Tami e Richard. Dois jovens que são a real representação da expressão “espíritos livres”. Eles largaram todos os problemas para curtir a vida – sem o pejorativo do jovem louco e inconsequente. Eles trabalhavam, levavam a vida a sério, mas encontraram, nas viagens, uma forma de fugir de questões familiares e se valorizar aquilo que conquistaram a cada dia. E assim foi até o dia em que se conheceram, no Taiti.

Ah, o amor! Ele, um pouco mais velho do que ela e experiente navegador, acaba se envolvendo com Tami. Nessa relação, uma proposta para levar um barco para San Diego, nos Estados Unidos, serviu para deixar os dois ainda mais unidos. Com o objetivo de ganhar dinheiro, para que eles pudessem seguir viajando pelo mundo, eles embarcam nessa aventura.

Ao mesmo tempo que mostra a relação de amor dos dois, o filme também conta como Tami ganhou força e se transformou em uma mulher forte. É nítida essa mudança, muito bem interpretada pela atriz Shailene Woodley. As cenas pós-acidente representam uma evolução na vida de Tami e isso afeta até a postura da atriz.

A história de Tami é também a história de uma mulher forte – Foto: STXfilms/Divulgação
A história de Tami é também a história de uma mulher forte – Foto: STXfilms/Divulgação

O roteiro é muito feliz ao começar a história assim que Tami acorda, logo depois do acidente que eles enfrentaram. E com flashes, vai voltando ao passado, enquanto avança em trechos de ação e tensão em que eles estão à deriva. Não vou dar spoiler, mas posso garantir que é um filme que te prende até o final.

Os enquadramentos são um show à parte neste filme. O diretor de fotografia conseguiu usar drones e câmeras subaquáticas para encontrar cenas tão interessantes como a da foto abaixo:

Fotografia é um diferencial de Vidas à Deriva – Foto: STXfilms/Divulgação
Fotografia é um diferencial de Vidas à Deriva – Foto: STXfilms/Divulgação

Repare nos pés debaixo da água. Na cena eles mostram como os personagens estão se sentindo no momento da paquera. É bem sutil, mas é uma cena curta, muito linda e sensível.

Vidas à Deriva faz a gente pensar no valor que dá para a vida. Quando vi o filme, saí da sala de cinema impressionado também na força que nós, humanos, temos quando vivemos situações de risco. Eles passaram mais de 40 dias à deriva, em mar aberto! E para quem gosta de filmes inspirados em fatos reais, há cenas dos dois no final. É emocionante! Pode levar o lencinho para o cinema!

Tami e Richard na vida real - Foto: Reprodução
Tami e Richard na vida real – Foto: Reprodução

O que beber?

Se você estivesse à deriva, preso no mar, qual seria a cerveja que beberia? No filme, o casal encontra uma cerveja que estava escondida em um dos bancos, dentro do barco.

Na hora me lembrei da história do surgimento do estilo India Pale Ale e escolhi uma cerveja que me marcou, neste estilo. Para quem não sabe, essa cerveja surgiu quando a Inglaterra colonizou a Índia e precisava mandar a bebida para os ingleses que foram para lá morar. Acontece que as Pale Ale britânicas chegavam estragadas, não suportavam a viagem de navio, que era longa. Foi então que alguém resolveu aumentar a quantidade de lúpulo e, desta forma (bem resumida), a cerveja conseguiu chegar até a Índia. Como ficou muito mais amarga do que a Pale Ale, por causa do excesso de lúpulos, a cerveja ganhou o nome de India Pale Ale, ou Ipa, como é mais conhecida hoje em dia.

No caso, a Ipa que me marcou foi a primeira que tomei. Na época eu ainda achava as Ipas muito amargas. Mas fui insistindo, educando mesmo meu paladar, e hoje é um dos meus estilos preferidos. A Kashmir, produzida pela Küd, foi essa cerveja. Até hoje ainda é uma das minhas preferidas em feiras e eventos que frequento em Belo Horizonte.

Bem avermelhada, com amargor presente e marcante, a Küd Kashmir tem IBU de 45 (medida de amargor) e 6,8% de álcool. O sabor do malte equilibra bem com o amargor dos lúpulos. Neste post, você pode ter algumas ideias de harmonização com IPAs.

Kashmir é a India Pale Ale produzida pela Cerveja Küd – Foto: Küd/Divulgação
Kashmir é a India Pale Ale produzida pela Cerveja Küd – Foto: Küd/Divulgação

Toda sexta-feira você vai encontrar, aqui, nesta coluna, uma indicação de filme e de um rótulo de cerveja. Mas quais os critérios para a escolha dos filmes e das cervejas? Veja aqui como é feita a nossa coluna semanal. Você também pode ler as colunas anteriores.

E o  que você achou deste filme e da cerveja? Escreva aqui nos comentários e compartilhe sua opinião com a gente!

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